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Sanepar recebe notificação do Procon para justificar aumentos da tarifa

 

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) recebeu notificação do Procon do Paraná, na última segunda-feira (3), solicitando da companhia justificativa para os aumentos aplicados na tarifa de água e esgoto dos últimos anos. Segundo a notificação, a Sanepar tem prazo de dez dias para oferecer resposta. Foi a bancada de deputados estaduais de oposição ao governo na Assembleia Legislativa quem protocolou o pedido de investigação no Procon.

No pedido de investigação, os deputados que fazem oposição ao governador Beto Richa (PSDB) afirmam que os reajustes na tarifa de água e esgoto são “ilegais e abusivos”. A partir de 2011 e até o momento, a tarifa aumentou 124%, ao passo que a inflação acumulada no período foi de 48%. Segundo o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), líder da bancada de oposição, a intenção do governo é elevar o lucro da Sanepar e, como consequência, o repasse feito aos acionistas, entre os quais o próprio Executivo.

Além de Veneri, também assinaram o pedido de investigação entregue ao Procon os deputados Requião Filho, Ademir Bier, Anibelli Neto e Nereu Moura, do PMDB; Professor Lemos e Péricles de Mello, do PT; Nélson Luersen, do PDT; Márcio Pacheco, do PPL; e Tercílio Turini, do PPS.

Antes da chegada do pedido ao Procon do Paraná, o Procon de Londrina já vinha monitorando os aumentos da tarifa de água e esgoto. O reajuste mais recente entrou em vigor em 1º de junho. Ainda, a Sanepar adotou uma nova metodologia tarifária, na qual reduz o volume de água da tarifa mínima de 10 m³ para 5 m³. O valor cobrado do consumidor, porém, foi reduzido em apenas 10%.

Antes da mudança na tarifa mínima, os usuários da rede de saneamento pagavam R$ 33,74 por mês para usar até 10 m³ de água. Depois, o preço foi reduzido para R$ 32,90, com o direito de uso de 5 m³ de água. Acrescido na tarifa o valor do esgoto, o valor que era de R$62,42 passou a R$60,87. O m³ consumido que exceder o volume mínimo passou a ser do R$ 1,53. No caso de consumo de 10 m³, por exemplo, o usuário paga R$ 68,52.

Quando adotou a nova metodologia tarifária, a Sanepar reiterou que a mudança promoveria justiça tarifária, e que “os novos valores preveem a manutenção das receitas para a concessionária continuar investindo nos sistemas de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto”.

 

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