João Carlos Hoffmann em Toronto, durante atividade do programa educacional no Canadá (Foto: Arquivo pessoal)
João Carlos Hoffmann em Toronto, durante atividade do programa educacional no Canadá (Foto: Arquivo pessoal)

Professor de Palmeira apresenta experiência adquirida em programa educacional no Canadá

 

colegio-realeza-banner

 

O professor do Colégio Agrícola Estadual Getúlio Vargas, engenheiro agrônomo João Carlos Hoffmann, participa do 1º Encontro de Capacitação de Professores do Paraná no Exterior, que acontece no dia 7 de outubro, em Curitiba. Durante o evento, ele vai apresentar proposta para Educação Profissional do Paraná, com base na experiência de sua participação no Programa de Desenvolvimento Profissional de Professores da Educação Básica, realizado no Canadá. João Carlos foi um dos 102 professores da educação básica do Brasil que participaram do programa, desenvolvido pela Universidade de Ottawa, capital do Canadá, entre os meses de julho e agosto.

O projeto de intervenção pedagógica do professor e engenheiro agrônomo de Palmeira, com o qual foi selecionado para ir ao Canadá como bolsista do programa educacional, trabalha com o tema Assistência técnica no campo – sua contribuição no uso da tecnologia do Manejo Integrado de Pragas na Soja em propriedades rurais da região dos Campos Gerais do Paraná. João Carlos foi selecionado para uma das seis vagas disponibilizadas pelo Ministério da Educação, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para professores dos três estados da região Sul do Brasil.

Logo após a chegada no Canadá, no dia 8 de julho, os organizadores do programa reuniram-se com docentes, discentes e equipe de apoio para orientações gerais e socialização dos cursistas, no auditório do Niagara College. Os participantes foram divididos em duas turmas para desenvolver as atividades acadêmicas, distribuídas em seis etapas. O horário acadêmico diário foi de cinco horas, segundo conta João Carlos, além de uma hora diária de atividades na plataforma de ensino-aprendizagem do Fanshawe College, na cidade de Niagara on the Lake, na província de Ontário.

A primeira etapa, desenvolvida entre os dias 8 e 20 de julho, teve 50 horas de aulas de inglês como segunda língua, utilizando metodologias ativas, como dinâmicas de grupo, traduções, interpretações de textos, músicas, danças, filmes, notícias contextualizadas na imersão canadense, finalizadas com apresentações dos projetos de intervenção pedagógica em inglês utilizando recursos audiovisuais da sala de aula.

João Carlos relatou outras atividades da etapa, como visita às Cataratas do Niagara , a uma fazenda de fruticultura na região, ao Parque Campfire Gettogether e o passeio para integração com professores brasileiros do Fanshawe College, em Niagara Falls, nos parques ao redor das Cataratas do Niagara. Ele destacou a atividade de gastronomia em escola especializada, a Canadian Cooking Class, onde os participantes praticaram e degustaram a culinária fina e típica canadense, com aulas em inglês e distribuição de diversas receitas dos pratos regionais. Ainda, como última atividade cultural da primeira etapa, o passeio na praia em Niagara Falls, quando foi preparado um típico churrasco brasileiro, dividido com os professores.

Sistema educacional

Na segunda etapa, entre os dias 22 e 27 de julho, a ênfase foi no sistema educacional canadense, que visa construir a sociedade com equidade, evitando discriminação, com políticas educacionais baseadas em pedagogias progressistas, com carga horária de 15 horas. A aprendizagem centrada no aluno foi abordada em 10 horas de aulas. A atividade acadêmica relacionada foi a visita a Saint Michael Catholic High School e toda sua estrutura educacional.

A etapa entre 29 de julho e 3 de agosto teve aulas da continuação da aprendizagem centrada no aluno, com carga horária de 25 horas. Segundo João Carlos, foram apresentadas e praticadas dinâmicas de grupo para aplicar metodologias e técnicas para envolver os alunos na aprendizagem ativa através de cursos e projetos significativos para envolver e formar os alunos com autonomia na sociedade e quais áreas do conhecimento serão desenvolvidas para construir seu currículo. Como atividades culturais da etapa, um jantar e show de entretenimento, a noite do churrasco canadense e karaokê, com a integração com professores de outros países que estavam no campus do Niagara College e na cidade de London integração com professores brasileiros que estudavam no Fanshawe College na tradicional Rib Fest (Festa da Costela).

Inclusão

Na penúltima etapa, entre os dias 5 e 10 de agosto, foram mais 10 horas de aulas da continuação da aprendizagem centrada no aluno e 35 horas de classe inclusiva. Um painel sobre o assunto foi apresentado por professoras especializadas em educação inclusiva, que explicaram suas experiências e dificuldades de trabalho em sala de aula, responderam a várias perguntas dos participantes e aconteceram debate sobre o tema em grupos de trabalho. João Carlos disse que o Canadá trabalha incluindo todos os alunos nas classes regulares da Educação Básica com professores de apoio, enquanto no Brasil existem classes especiais, centros de atendimentos, escolas especializadas e inclusão no ensino regular. Ele manifestou preocupação quanto ao risco da “inclusão excludente” na sociedade, por falta de recursos e formação continuada dos educadores no ensino regular no Brasil, principalmente com alunos com deficiências severas.

Nessa etapa aconteceu a visita ao canal de Welland, onde se pratica a canoagem como esporte e recreação, além da viagem a Toronto, com visitação a Torre Center Tower.

Por fim, na última etapa do programa no Canadá, entre 19 e 29 de agosto, com 25 horas de aulas sobre o sistema de gestão de aprendizagem. Foram apresentados métodos de gerenciamento de sala de aula identificando as prioridades e princípios e a construção de dinâmicas de sala de aula identificando o impacto da disciplina, motivação, gênero e participação nestas dinâmicas. O gerenciamento de sala de aula foi mostrado com aplicação dos princípios básicos que orientam a tomada de decisões instrucionais e o planejamento das aulas, além do gerenciamento de interrupções para implementar estratégias e políticas para gerenciar estes comportamentos.

As atividades culturais da etapa contaram como visita como recreação à Feira Gastronômica de Port Dalhousie e ao parque de diversões em Wonderland. E no último dia do programa aconteceu a cerimônia de graduação dos participantes do programa, realizada no auditório do Niagara College.

joao-carlos-canada-1

Aplicação

Agora, no Brasil, João Carlos vem fazendo a aplicação do projeto, inicialmente, no Colégio Agrícola em Palmeira, com as turmas dos terceiros anos, que envolvem cerca de 100 estudantes, segundo o cronograma, até o mês de dezembro deste ano. O objetivo principal do projeto é incentivar os técnicos em agropecuária formados no Colégio Agrícola a voltarem ao campo para a assistência técnica desvinculada da área de venda de insumos agrícolas. Também, sensibilizá-los quanto à importância do resgate do Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cultura de soja no Brasil.

Comentários

comentários

Publicidade

Curta nossa Página