PREFEITO REFORÇA NÃO HAVER CASOS SUSPEITOS E DECRETA FECHAMENTO DE ATIVIDADES NÃO ESSENCIAIS

No final da manhã e início da tarde desta segunda-feira (23), o prefeito de Palmeira, Edir Havrechaki (PSC), fez uma transmissão ao vivo através de sua página pessoal no Facebook, na qual reforçou a informação de que, até o momento, não existe no município caso suspeito de contaminação pelo coronavírus (Covid19). Acompanhado do procurador geral do Município, Fernando Maciel, da secretária de Saúde, Fabiani Bach Czelusniak, e do enfermeiro Jean Carlo das Almas, do setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde, o prefeito anunciou que baixou decreto no qual suspende o funcionamento e atendimento ao público de atividades não essenciais, além de regulamentar as que são consideradas essenciais e devem continuar em atividade no município.

Logo no início da transmissão, o prefeito destacou que a intenção da mesma não era nem de tranquilizar nem de amedrontar a população, mas, sim, para conscientizar a população de Palmeira. Ele disse que a pandemia é algo real e que está acontecendo em todo o mundo, observando que portaria do Ministério da Saúde explicita que a contaminação no Brasil não se dá mais apenas por casos importados, mas é comunitária, passada de pessoa a pessoa. Assim, salientou que a prevenção é “absolutamente necessária” por parte de todos.

Seguindo orientações do Ministério da Saúde e do governo do Paraná, o prefeito disse que a Prefeitura de Palmeira decretou o fechamento de estabelecimentos comerciais com atividades não essenciais. O procurador geral pontuou que diante da situação do momento o poder público municipal obriga-se a colocar medidas em prática de forma imediata, as quais refletem na iniciativa privada. Mencionou o decreto, que será publicado no Diário Oficial do Município, que estabelece medidas coercitivas e compulsórias para o enfrentamento da emergência em saúde.

O procurador ressaltou que, a partir desta segunda-feira, ficam suspensas as atividades de natureza não essencial, ou seja, que podem ser adiados sem causar prejuízos à comunidade ou que a deixem vulnerável. Ele destacou que a suspensão não atinge atividades que, suspensas, coloquem em risco a vida humana e animal.

Na sequência, ele evidenciou as atividades que não serão obrigadas a suspender o funcionamento normal, mas que devem seguir as recomendações e orientações dos setores da saúde. São elas: tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis; assistência médico-hospitalar; assistência veterinária; produção, distribuição e comercialização de medicamentos para uso humano e veterinário; produção, distribuição e comercialização de alimentos para uso humano e veterinário (exceto restaurantes, bares, lanchonetes e afins); serviços e produtos agropecuários; serviços funerários; transporte de pessoas; captação e tratamento de esgoto e lixo; telecomunicações; imprensa; segurança; transporte de cargas; serviços postais; compensação bancária (desde que essencialmente necessária); atividades médico-periciais; indústria; construção civil; recebimento e beneficiamento de produtos agrícolas em geral; e também o comércio, oficina e distribuição de peças essencialmente voltados ao setor agrícola do município, como exceção devido ao período de ápice da colheita e escoamento da safra.

O procurador lembrou que todas essas atividades não obrigadas à paralisação, mas não estão livres de cumprir as determinações da Secretaria de Saúde, conforme está previsto no decreto. Recomendou, portanto, que devem buscar as informações junto à Secretaria. Também asseverou que os estabelecimentos que apresentam grande fluxo de pessoas devem seguir as recomendações para evitar aglomerações. Caso as determinações e recomendações sanitárias não sejam cumpridas, todos estabelecimentos estarão sujeitos a intervenção, inclusive com auxílio policial, se necessário, com o que, segundo o procurador, configuram-se crimes de natureza administrativa, civil e penal, que poderão levar à responsabilização dos infratores.

Monitoramento

A informação confirmada pelo enfermeiro do setor de Epidemiologia na transmissão é de que, até o momento, não há caso confirmado nem caso suspeito de contaminação pelo coronavírus (Covid19). Jean Carlo observou que há monitoramento, esclarecendo tratar-se de situação prevista em portaria do Ministério da Saúde, da última sexta-feira (20), que reconhece a circulação do vírus no território nacional e que qualquer pessoa residente no país corre risco de contaminação. Assim, o protocolo estabelece que pessoa com síndrome respiratória deve ser colocada sob monitoramento e que tal sintoma pode ser causado por Influenza, resfriado, outros vírus respiratórios e o próprio coronavírus. O caso passa a ser suspeito quando a pessoa com síndrome respiratória também apresenta febre alta, tosse e desconforto respiratório dá entrada em estabelecimento hospitalar.

Quanto só monitoramento de moradores de Palmeira, o enfermeiro esclareceu que foi e continua sendo feito em pessoas que regressaram de viagem ao exterior ou a estados e cidades onde já há casos confirmados de contaminação, porém sem apresentar sintomas da doença. Isto acontece durante 14 dias e caso manifestem-se sintomas, a investigação de síndrome gripal será feita. Como há reconhecimento de transmissão comunitária, ele afirmou que existe a possibilidade de casos suspeitos e, até mesmo, confirmados de contaminação pelo coronavírus em Palmeira, os quais serão tratados seguindo os protocolos e para o que o sistema de saúde pública já está preparado.

Orientações

A secretária de Saúde destacou que as orientações para pacientes que apresentem sintomas gripais leves, sem febre, são de que permaneça em casa e busque contato com a sua unidade de saúde de referência, que repassará os procedimentos. Em casos de pacientes com febre, a orientação é para que procurem a Estratégia de Saúde de Família (ESF). Já em casos de sintomas com febre, tosse e desconforto respiratório, o paciente deve procurar o Pronto Atendimento, que funciona junto à Santa Casa.

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