Foto: Pedro de Oliveira / Alep
Foto: Pedro de Oliveira / Alep

Palmeirenses do paraenduro equestre recebem homenagem da Assembleia

 

O atleta de paraenduro equestre Breno Passoni, o instrutor Ernani Bittencourt e a mãe de Breno, Carla Milene Valgas, que é auxiliar de apoio Para treinamento e provas da modalidade esportiva, receberam homenagem na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em sessão solene realizada na segunda-feira (26). Integrantes da equipe paranaense de enduro receberam menção honrosa em reconhecimento à sua atuação.

A homenagem atendeu proposição do deputado Hussein Bakri (PSD) e foi extensiva à equipe paranaense de paraenduro, pioneira nesta modalidade esportiva equestre que é praticada por pessoas portadoras de uma ou de mais necessidades especiais. Segundo os especialistas, se a equoterapia é um forma de terapia com cavalos que serve para estimular o desenvolvimento da mente e do corpo. O paraenduro é a modalidade que transforma a equoterapia em esporte, com pacientes se tornando atletas.

Claudiane Crisóstomo, diretora paraequestre da Federação Paranaense de Hipismo, se disse emocionada com o reconhecimento, por parte da Alep, a um trabalho que começou em 2011 e já conseguiu repercutir em outros estados, com quatro deles participando das competições. Ela diz ter muita confiança no crescimento do esporte equestre adaptado, não só por sua característica de inclusão social – boa parte dos atletas são pessoas carentes que recebem atendimento permanente de equipes multidisciplinares. “Hoje temos 14 atletas competindo, o que mobiliza cerca de 80 pessoas. Não se trata apenas de uma terapia com tempo determinado de duração, mas da formação de atletas com possibilidades bem mais longas de desempenhar suas atividades”, afirma Claudiane.

A equipe paranaense, na qual estavam os palmeirenses, participou de uma competição equestre em Portugal, em novembro do ano passado, com 14 integrantes. Todos receberam a homenagem da Alep, incluindo os sete paraenduristas, Breno Passoni, Cleberson Palhano, Djalma dos Reis, Emanueli Silva, Fernando Dihl, Lucas Barreto e Luiz Gustavo Oliveira; dois instrutores, Anderson Miranda e Ernani Bittencourt; e cinco auxiliares de apoio, Carla Milene Valgas, Luis Alberto Dihl, Maria Solange Ribeiro, Maria Somera e Roberta Pasquali.

Modalidade esportiva

As categorias previstas no paraenduro equestre estão divididas por distância, com trilhas de cinco, dez e quinze quilômetros. Podem participar das provas cavaleiros com no mínimo oito anos de idade. Os atletas são selecionados para competir nas diferentes distâncias conforme sua autonomia e domínio do cavalo. Mas todos os paratletas, independentemente de idade, competem com o auxílio de pelo menos um acompanhante, que deverá ter curso básico de equoterapia, sendo apto a executar eventuais manobras de salvamento. Segundo a Federação Paranaense de Hipismo, que regulamenta a prática esportiva no estado, os cavalos devem ter no mínimo 48 meses para participar das provas de paraenduro.

A primeira prova de paraenduro no Brasil aconteceu em Campina Grande do Sul, em dezembro de 2011, quando aquele município da Região Metropolitana de Curitiba sediava a final do Campeonato Paranaense de Enduro. Levantamentos realizados junto treinadores, familiares e atletas têm demonstrado que o esporte melhora sensivelmente a autoestima dos seus praticantes, melhorando o tônus muscular e a motricidade dos atletas, muitos dos quais inclusive deixaram ou diminuíram suas medicações.

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