Foto: Divulgação / AS-PTA
Foto: Divulgação / AS-PTA

Palmeira tem representação no 4º Encontro Nacional de Agroecologia

 

Um grupo de agricultores e técnicos de Palmeira está em Belo Horizonte (MG) participando do 4º Encontro Nacional de Agroecologia (ENA). A representação local foi mobilizada pela AS-PTA, entidade que atua no assessoramento à produção agroecológica para famílias agricultoras do município e da região. O ENA começou na quinta-feira (31) e tem programação até domingo (3) no Parque Municipal Américo Renné Gianetti, na capital mineira.

A programação inclui alimentação agroecológica, oficinas, atividades culturais, atos e debates públicos sobre temas como água, mudanças climáticas, sementes crioulas e biodiversidade.

André Jantara, assessor técnico da AS-PTA, diz que a participação da entidade está na apresentação na Rede de Sementes da Agroecologia (ReSA) e suas ações nos estados do Paraná e Santa Catarina. Entre estas ações estão o resgate das sementes crioulas, a realização das feiras e festas para promoção de trocas e distribuição, os programas de governo e a contaminação das sementes crioulas por transgenia ou agrotóxicos.

Durante o encontro, grupos muitas vezes sem visibilidade, como povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores e agricultoras familiares, trocam experiências de agroecologia, discutem os efeitos das políticas públicas para a agricultura familiar e pretendem dar mais espaço à agenda política do movimento. Um dos destaques do debate é o chamado “Pacote do Veneno”, projeto de lei que retira os controles legais que impedem o uso desenfreado de agrotóxicos nas lavouras.

Com sementes crioulas ainda livres da ação de agrotóxicos, a troca de sementes durante o evento permite que circulem em todo o Brasil, visto que há participantes de todos os estados. Com isto, Paulo Petersen, membro do comitê executivo do ENA e vice-presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), afirma que essa é uma chance de desmentir informações amplamente difundidas na sociedade.

Uma das principais narrativas do que a gente chama de falsa verdade é a que o agrotóxico é um mal necessário. Essas são afirmações que confundem o debate público. A agroecologia demonstra que isto não é verdade e que é possível produzir em qualidade, diversidade e quantidade sem uso de veneno. O agrotóxico é um elo de uma cadeia de alimentos que precisa ser rompido, mas as políticas públicas continuam induzindo para o fortalecimento desse modelo”, explicou Petersen.

Jantara, que participou de todas as edições do encontro, afirma que esse em Belo Horizonte é o que reúne maior público. Ele diz que a diversidade de temas a serem debatidos “é a grande riqueza do ENA, que foi muito bem organizado”.

Temas em debate

Com o tema “Agroecologia e democracia unindo campo e cidade”, o encontro apresenta para a população urbana os múltiplos benefícios da agroecologia como a prod “ução de alimentos saudáveis; a recuperação e conservação das fontes de água, da biodiversidade, das florestas e dos solos; a geração de renda na agricultura e a valorização das identidades e culturas dos povos e comunidades do campo.

Essas experiências trazem soluções que respondem a diversos desafios vivenciados no Brasil, como a alta concentração de agrotóxicos nos alimentos, desmatamento, mortes de rios, concentração de renda, êxodo rural e aumento da pobreza.

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