Foto: Folha / Revista Geraes
Foto: Folha / Revista Geraes

Palestras e roteiro histórico marcam o 4º Simpósio sobre a Colônia Cecília

 

Com a participação de aproximadamente 50 inscritos, o 4º Simpósio sobre a Colônia Cecília, realizado no sábado (14), em Palmeira, reuniu historiadores interessados no episódio ocorrido no final do século 19 e pesquisadores do anarquismo. O evento contou, no período da manhã, com palestras e debate, no auditório da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Palmeira, e, no período da tarde, um roteiro histórico com visitas a locais relacionados à Colônia Cecília, seguidos do jantar colaborativo, encerrando a programação.

Na abertura do Simpósio foi realizado o hasteamento da bandeira anarquista, com acompanhamento da música “Il canto della foresta”, considerada o hino da Colônia Cecília. Depois veio a palestra “Educação camponesa libertária: experiências da Colônia Cecília”, proferida por Robledo Marques, professor do Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Na sequência, o geólogo Jorge Henrique Jacob, professor da universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador, falou sobre “Os irmãos De Paolla e a Colônia Cecília”. Após as palestras aconteceu o debate.

No período da tarde, os participantes fizeram visitas ao Memorial da Colônia Cecília, no Museu Sítio Minguinho, ao local onde a Colônia Cecília esteve instalada e funcionando entre 1890 e 1894, à igreja da localidade de Santa Bárbara, que foi construída por imigrantes italianos, e também à Praça Memorial da Colônia Cecília, na localidade de Santa Bárbara de Baixo. Em todos os locais aconteceram explanações sobre o episódio histórico e seus personagens.

Participantes de quatro estados estiveram presentes ao Simpósio: Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Também participou um grupo de descendentes de Pietro Riva, que atuou como professor na Colônia Cecília. Eles participaram do evento para conhecer mais sobre a história da experiência de comunidade anarquista. Cleo Riva, 92 anos, neto do ceciliano, falou sobre o avô, imigrante italiano que chegou ao Brasil no final do século 19 para participar da Colônia Cecília.

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Jantar anarquista

Como encerramento do Simpósio e confraternização dos participantes, o restaurante Alecrim foi palco do Jantar Anarquista, em processo colaborativo. No cardápio, porchetta, macarrão artesanal e salada de feijões, além do chope Anarquista, produzido pela cervejaria Usina Malte, de Witmarsum. No local onde aconteceu o jantar, no início do século 20 funcionou a sapataria de Piero Colli, bem como sediou reuniões da Liga Internacional Operária de Palmeira.

O 4º Simpósio sobre a Colônia Cecília foi organizado pelo Museu Sítio Minguinho, Núcleo de Pesquisas Marques da Costa (RJ), Instituto Histórico e Geográfico de Palmeira, Prefeitura de Palmeira e Academia de Letras dos Campos Gerais.

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