ONG atua em Palmeira no atendimento de famílias, moradores de rua e usuários de drogas

A ONG (organização não governamental) Amor Exigente desenvolve no Brasil, desde 1984, um trabalho de auto e mútua ajuda com familiares de dependentes químicos. Originária dos EUA com o nome Touch Love,foi trazida para o nosso país pelo Padre Haroldo, conhecido como grande lutador no embate de causas sociais. Atualmente, a ONG conta com 11 mil voluntários , que fazem cerca de 100 mil atendimentos por mês através de reuniões, cursos e palestras.
No município de Palmeira, a ONG começou seus trabalhos no dia 11 de março de 2014, com uma reunião de sensibilização no salão paroquial da Vila Papiros. O atendimento aos familiares dos usuários de drogas possibilita uma melhor convivência com o dependente químico, que torna-se agressivo e desenvolve doenças como por exemplo, a esquizofrenia, e no período de abstinência esse quadro se agrava mais. Além disso, as pessoas que convivem diariamente com o usuário sentem-se co- dependentes, porque muitas vezes não buscam meios para cessar a dependência julgando que deixar a pessoa se drogar a deixará menos frustrada e agressiva.
Os responsáveis por desenvolver esse trabalho de resgate e ajuda às famílias que têm dependentes químicos não se limita somente durante as reuniões, que acontecem uma vez por semana. À partir do último dia seis, começaram a ser distribuídas sopas para os moradores de rua de Palmeira, visto que tem feito muito frio à noite .Diversas pessoas que não fazem parte da Amor Exigente têm colaborado , tanto com a confecção quanto com a distribuição dessas sopas. “Não precisa ser membro da nossa ONG para colaborar com as pessoas que sofrem com o frio e a fome, basta ter sensibilizado. À primeira vista parece ser só um prato de comida, mas vai muito além disso. É mostrar para essas pessoas que existe sim quem se preocupe com elas”, explica Eliane Maria de Andrade, coordenadora geral da ONG Amor Exigente de Palmeira.
Luiz Sebastião Macedo, colaborador da ONG ressalta a importância desse trabalho para os moradores de rua, que “sentem-se mais humanos quando recebem a visita dos membros da organização. Sempre que chegamos para distribuir a sopa somos recebidos com carinho e respeito. Isso mostra que ser morador de rua não significa ser mal caráter, como muitas pessoas julgam erroneamente”.

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