Diretores da Santa Casa de Palmeira durante a coletiva à imprensa, nesta sexta-feira (Foto: Folha).

Nova diretoria da Santa Casa de Palmeira expõe planos para nova fase

 

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Eleita em 29 de abril, a nova diretoria da Santa Casa de Palmeira precisou de alguns dias para se inteirar da situação geral do hospital e alinhar as primeiras ações para uma nova fase. Não houve uma ruptura, pois alguns dos atuais diretores já compunham na direção anterior. O que há são novos planos de ações, que tiveram de ser traçados devido a interrupções, especialmente de médicos que atuavam no hospital e deixaram de fazê-lo. Em uma coletiva de imprensa, na sexta-feira (24), foram expostos os planos.

O provedor Marcos Antônio Bordinhão falou sobre a decisão de se formar uma chapa para concorrer na eleição, que fora convocada no último dia 16 de abril, após os diretores anunciarem que estavam deixando a direção. Ele disse que a nova direção da Santa Casa é uma equipe multidisciplinar que não queria deixar o hospital encerrar as atividades.

Segundo o provedor, existe uma enorme complexidade na gestão de um hospital como a Santa Casa de Palmeira. Citou o caso do Sistema Único de Saúde (SUS), que não paga pelos procedimento realizados, mas pelos previstos na chamada pactuação. Uma das receitas da Santa Casa, o SUS aporta R$ 86 mil mensais no hospital e não é a maior fonte.

Da Prefeitura de Palmeira, a Santa recebe mensalmente R$ 106 mil a título de subvenção e cerca de R$ 14 mil para pagamento de exames e outros. Outras receitas, em torno de R$ 35 mil, vêm de pagamentos por serviços prestados a segurados de convênios médico-hospitalares e particulares, incrementando a arrecadação mensal. Porém, do outro lado há uma despesa praticamente fixa de R$ 250 mil mensais. Pelo menos havia até o mês de abril.

Quando aconteceu o episódio das denúncias na rede social Facebook, que ganhou grande repercussão, a Santa Casa, de acordo com Bordinhão, perdeu os serviços mais importantes: dos médicos. Eram três médicos que prestavam serviços recebendo valores muito abaixo da tabela, segundo ele, que se sentiram ofendidos e atingidos pelas “denúncias irresponsáveis”. A direção do hospital tentou negociar o retorno dos profissionais, buscou outros, fez o que pode e, mesmo assim, não conseguiu acordo com médicos dentro de valores compatíveis com a receita.

Acordo

Empossados, cientes da realidade financeira da Santa Casa e em rápida ação, os novos diretores buscaram contato com médicos e conseguiram fechar um acordo. São 14 médicos que passarão a atuar no hospital, provavelmente já no mês de junho, em regime de escala, mas por um valor que vai elevar o montante da despesa fixa mensal, para cerca de R$ 320 mil.

A diferença deve vir de novas fontes de receitas, informa o provedor. Ele cita a criação de um cartão de benefícios, pelos quais quem aderir pagará um valor fixo mensalmente e poderá desfrutar de serviços do hospital. Também a liberação de prestação de serviços de mamografia, para o que depende autorização da Secretaria de Estado da Saúde para uso do mamógrafo já instalado na Santa Casa. Além disso, Bordinhão cita as doações e colaborações da comunidade, como tem acontecido nos últimos anos.

A realização de cirurgias é outra possibilidade de ingresso de receitas. O provedor cita que a Santa Casa tem um centro cirúrgico completo e equipado e que o acordo com os médicos permite que profissionais que estavam alijados de atuar na Santa Casa poderão trabalhar em parceria com o hospital. Aí incluem-se médicos de Palmeira, jovens formados há alguns anos e que atuam na rede pública de saúde.

Dentro de dois a três meses a partir do início da atuação dos médicos, acredito que possamos chegar à receita de R$ 320 mil mensais”, avalia Bordinhão. Aí, segundo ele, será o ponto de equilíbrio. “Estamos trabalhando para que isso aconteça”, diz ele, lembrando que mudanças devem acontecer no modelo de gestão, que vai ganhar mais dinamismo e tornar-se mais humanista.

E também vamos continuar precisando de todo o apoio da população”, pede o provedor, lembrando de quem tem se sustentado como um alicerce fundamental para que a Santa Casa de Palmeira continue prestando serviços à comunidade.

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