Foto: Arquivo Folha
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MP arquivou inquérito que investigou atentado a tiros contra carro de vereador

 

Fato ocorrido há quase 12 anos, em junho de 2006, os tiros disparados contra o automóvel do hoje vereador João Alberto Gaiola (PDT), teve o inquérito policial arquivado por determinação do Ministério Público. O arquivamento foi comunicado pelo promotor Antônio Carlos Nervino à juíza Cláudia Sanine Ponich Bosco em setembro de 2013, em procedimento interno do Judiciário, porém só agora foi informado publicamente.

Recentemente, o vereador fez pronunciamento na Câmara Municipal a respeito de fatos ocorridos no âmbito da gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e mencionou o atentado contra ele ocorrido em 2006. Apresentou requerimento solicitando informações sobre as investigações do caso e a resposta do MP chegou na forma de ofício comunicando o arquivamento do inquérito há quase cinco anos.

Segundo o relatório da comunicação feita pelo MP à juíza, o arquivamento do inquérito se deu em virtude de não haver “sequer indícios de autoria, restando inviabilizada a persecução criminal”. O documento aponta que o inquérito policial instalado em 25 de junho de 2012, por requisição do próprio MP, apurou os fatos ocorridos em 4 de junho de 2006 e confirmou que o automóvel, um Fiat Uno, foi alvejado com três tiros. Os projeteis foram encontrados no interior do veículo.

Gaiola foi ouvido no inquérito e relatou que, durante os mandatos dos ex-prefeitos Mussoline Mansani e Altamir Sanson fez denúncias acerca da movimentação irregular de recursos do fundo de previdência dos servidores públicos municipais. Ele afirmou acreditar ter sido este o motivo pelo qual seu automóvel foi alvejado.

No inquérito policial, o hoje vereador relatou também que, em determinada ocasião, ouviu de uma pessoa, na Rodoviária, que esta sabia quem havia disparado os tiros. A pessoa foi convocada a prestar depoimento e, para a Polícia, negou que soubesse a identidade do autor dos disparos.

O que se tem de concreto é o relato de Gaiola, que contou à Polícia que na madrugada em que os fatos aconteceram ouviu, por volta das 2 horas, uma motocicleta aproximar-se e também ouviu os disparos. O exame de impacto de projeteis de arma fogo, feito pela Polícia Científica, comprovou os danos causados pelos três tiros que atingiram o vidro traseiro do veículo.

Tristeza

De acordo com Gaiola, o sentimento que fica com o arquivamento do inquérito e encerramento das investigações é o de tristeza. Segundo ele, o arquivamento do inquérito “só serve de estímulo às inúmeras, velhas e nocivas práticas inadequadas com a coisa pública”. O vereador também argumenta que os fatos ocorridos estão ligados ao maior volume de recursos com caminhos anormal que se tem notícia no município de Palmeira. “São aproximadamente R$ 30 milhões da aposentadoria dos servidores municipais que não estão depositados nas contas do RPPS, sem gerar juros nem correção monetária, e, sim, desequilíbrio no cálculo atuarial”, afirma Gaiola.

O vereador, sobre a falta de conclusão do inquérito, diz que pior do que a situação das finanças do RPPS é não responsabilizar aqueles que já esperavam pela impunidade quando, na condição de bandidos, portando armas de fogo, vieram naquela madrugada e realizaram vários disparos contra a minha residência”, conclui.

 

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