Foto: Divulgação / MDB
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MDB define Requião ao Senado e pode ter candidato próprio ao governo do Paraná

 

A convenção eleitoral do MDB do Paraná aconteceu na manhã deste sábado (21), em Curitiba. O senador Roberto Requião sinalizou que deve mesmo ser candidato ao Senado. E apesar de Requião ter apontado que os emedebistas vão buscar uma aliança programática com Osmar Dias (PDT) na disputa pelo governo do Paraná, não está descartada a possibilidade de lançar um candidato próprio ao governo do estado. O nome que os emedebistas cogitam é o do deputado federal João Arruda, sobrinho de Requião.

Existe o interesse em compor a chapa majoritária com o pedetista, porém os emedebistas demonstram insatisfação com a demora da resposta de pedetista sobre a aliança. Diversas lideranças do MDB, especialmente do interior do estado, como prefeitos e vereadores, defenderam a tese da candidatura própria ao governo e até a propuseram que a convenção aprovasse a mesma.

A decisão sobre candidatura própria ou apoio a Dias, no entanto, caberá à comissão executiva do partido, segundo foi definido na convenção, e deve ser anunciada até o da 5 de agosto,

Em entrevistas que concedeu após a convenção, na sede do partido, Requião reforçou que a coligação com Osmar deve acontecer com base em acordos programáticos. Ele citou algumas temas, como a política de reajustes das tarifas da Copel e Sanepar, bem como planos para o agronegócio, a educação e a segurança pública, pontos que defende como prioritários para um programa que atenda os anseios da população do Paraná.

A convenção do MDB aprovou uma lista prévia de candidatos a deputado estadual e federal, embora a relação ainda pode ser alterada. Caso o MDB faça uma aliança com o PDT, emedebistas deverão dar espaço aos aliados nas chapas proporcionais.

Críticas

Alvo principal das críticas dos emedebistas, o ex-governador Beto Richa (PSDB), pré-candidato ao Senado, foi apontado por Requião e seus aliados pelo envolvimento em escândalos de corrupção. Outro tema presente nos discursos foi a crítica à postura nacional do MDB. Requião chegou a prever que os candidatos que ajudaram a aprovar a reforma trabalhista e a entrega do petróleo do pré-sal às petrolíferas estrangeiras não serão eleitos e que o país terá um presidente com visão nacionalista, cuja política econômica aponte para o desenvolvimento integral do país.

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