Foto: Reprodução / Imagem ilustrativa
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Mais de 4 mil títulos cancelados em Palmeira por ausência em cadastramento biométrico

 

Entre os meses de julho e outubro do ano passado, a Justiça Eleitoral realizou esforço concentrado em Palmeira para o cadastramento biométrico de eleitores. A grande maioria compareceu e os faltosos estão fazendo o cadastramento aos poucos, atualizando seus dados. Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relativos ao mês de fevereiro, 4.123 títulos eleitorais foram cancelados no município em virtude do não comparecimento dos eleitores para o cadastramento biométrico. Os mesmos dados apontam que, assim, o eleitorado apto a votar nas eleições de outubro deste ano é de 24.658 eleitores. Poderiam ser mais de 28 mil.

Quem tiver perdido o prazo, tem até o próximo dia 9 de maio para comparecer ao cartório eleitoral para regularizar a sua situação, ou terá o título cancelado e posteriormente terá que pagar R$ 3,50 para ter o documento validado novamente. Além de não poder votar nas eleições deste ano, o cidadão também não poderá renovar ou tirar passaporte, assumir cargo público ou vaga em instituição de ensino pública, se tiver o título cancelado.

Para fazer o cadastramento, o eleitor deve comparecer ao cartório eleitoral portando documento original com foto, comprovante de endereço com data de até os últimos três meses e, se tiver, o título de eleitor. Em alguns estados, também é possível fazer o agendamento pelo site do TRE.

Segundo dados do TSE, o cadastramento biométrico já alcançou cerca de 75 milhões de pessoas, pouco mais da metade do total de 146,7 milhões dos eleitores brasileiros. A expectativa é que 100% dos eleitores sejam cadastrados pelas digitais até 2022. No Paraná, a meta inicial do Projeto Biometria 2017/2018 do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) é chegar à marca de 85% do eleitorado cadastrado até o final deste mês de março.

Segurança

De acordo com as autoridades eleitorais, a identificação pelas digitais oferece mais segurança para o sistema de votação, como mais um instrumento para coibir fraudes, como a duplicidade do voto, ou a tentativa de votar em nome de outra pessoa. Além disso, o cadastro das digitais também poderá ser acessado por outro órgãos do Estado, como a Polícia Federal.

Como o objetivo da Justiça Eleitoral é garantir um sistema de votação verdadeiramente democrático e seguro, várias tecnologias têm sido desenvolvidas, merecendo destaque o desenvolvimento das urnas com leitor biométrico, que possibilitam ao eleitor registrar seu voto por meio de identificação biométrica (através de sua impressão digital).

No dia da votação, após a prévia apresentação dos documentos, a identidade do eleitor será confirmada por meio da sua impressão digital. Se o mesário tiver dúvidas com relação ao eleitor, ou se a sua digital não for reconhecida, ele terá à sua disposição a folha de votação com as fotos de todos os eleitores daquela seção, à qual poderá recorrer para a confirmação da identidade.

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