Foto; Divulgação / RBA
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‘Fora, Temer’ é uma cerveja com água, puro malte, lúpulo e protesto

 

Rede Brasil Atual

Água, malte e lúpulo. Nada de cereais não-maltados, como o milho, que geralmente entra na composição das cervejas mais consumidas no país. Assim é a composição da cerveja artesanal ‘Fora, Temer’. “É puro malte, como toda cerveja que se preza tem de ser”, atesta Viviane Leal Dantas, que produz a bebida na cervejaria artesanal Latinoamericana, no assentamento Maria Lara, em Centenário do Sul, no Norte do Paraná.

Viviane, que entrou no ramo há dois anos, conta que começou a produzir a Fora Temer logo que o atual presidente assumiu o governo, em 12 de maio do ano passado, resultado do golpe parlamentar que levou à deposição da presidenta Dilma Rousseff. “O protesto bem humorado contra o novo governo foi bem recebido pelos amigos, que postaram nas redes sociais, muitos compartilhamentos. E a marca foi se espalhando”, conta.

Segundo ela, a produção da ‘Fora, Temer’, limitada a 40 litros por semana, atende à freguesia em busca de um presente diferente, divertido e ao mesmo tempo engajado para amigos e parentes. Ou mesmo para ‘protesto próprio’. “Há amigos que compraram para levar de presente em viagens a outros estados. Podemos dizer que Fora Temer já chegou a São Paulo, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe”, diz Viviane.

A cerveja é sucesso na 2ª Feira Nacional da reforma Agrária, que começou na quinta-feira (4) e termina neste domingo (7), em São Paulo. Desde a abertura, já foram vendidas mais de 100 garrafas.

Democrática

Há quatro versões da bebida. Para bebedores iniciantes, que preferem algo mais suave, com menor graduação alcoólica, a mais indicada é a versão Weiss, feita à base de trigo.

Com maior concentração de lúpulo e mais amarga, a American Ipa tem 7% de teor alcoólico e combina aromas cítricos aos amadeirados.

Quem prefere cerveja preta vai gostar da Stout. Segundo Viviane, é mais encorpada e seu amargor é moderado.

Há ainda a American Pale Ale (Apa). Parecida com a Ipa, com aromas cítricos, é um pouco menos amarga e de menor teor alcoólico.

Mulher entende de cerveja, bebe cerveja e sabe fazer cerveja”, enfatiza a sergipana Viviane, que garante que até agora não viu ninguém cair depois de beber a ‘Fora, Temer’. “A gente espera é que ele caia”, diverte-se a fabricante da cerveja. À sua afirmação, um grupo de compradores logo emenda, em protesto bem humorado: “Que a gente beba e ele caia”.

Questionada sobre o impacto de um eventual fim do governo Temer sobre a produção, ela afirma tratar-se da produção limitada de um selo especial. E sorri, concordando com um visitante que sugere, para esse caso, a criação do um selo comemorativo: ‘Foi-se Temer’.

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