Luciana de Novaes atuou como delegada de Polícia em Palmeira entre 2003 e 2005 (Foto: Arquivo pessoal).
Luciana de Novaes atuou como delegada de Polícia em Palmeira entre 2003 e 2005 (Foto: Arquivo pessoal).

Ex-delegada de Palmeira integra Conselho da Polícia Civil e chefia gabinete do Secretário de Segurança

 

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Quando delegada titular da 40ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Palmeira entre 2003 e 2005, Luciana de Novaes, então contando com apenas um ano de experiência como delegada, no município de Sengés, deparou-se com grandes desafios. Os quase três anos de atuação na 40ª DRP serviram para que acumulasse conhecimentos profissionais que impulsionaram decisivamente sua carreira. De Palmeira foi promovida para trabalhar em Curitiba, passou por delegacias e divisões especializadas da Polícia Civil do Paraná até ser designada pelo governador Ratinho Júnior, no último dia 6 de novembro, para integrar o Conselho da Polícia Civil. No mesmo dia, através de outros decreto governamental, foi nomeada para exercer a chefia de gabinete da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Luciana ainda mantém ligação com Palmeira, pois é casada com o empresário Miguel Ângelo Pacher.

Foram 17 anos desde a nomeação como delegada, em 2002, após aprovação em concurso público, até chegar ao Conselho da Polícia Civil e à chefia de gabinete da Secretaria. Natural de Curitiba, foi na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) que ela cursou Direito, graduando-se como bacharel em 1995. Atuou como advogada a partir de então até 2002, quando prestou concurso público e foi aprovada para o cargo de delegada de Polícia. Logo em seguida foi designada para assumir a titularidade da Delegacia de Polícia de Sengés, município localizado no Norte Pioneiro, próximo à divisa com o estado de São Paulo.

Um ano depois, Luciana chegava a Palmeira como delegada titular da 40ª DRP, aliás, como a primeira mulher a ocupar o posto principal da Polícia Civil no município. Dois casos de grande repercussão marcaram a atuação da delegada em Palmeira. Um deles foi o assassinato de duas adolescentes, executadas por um grupo de quatro jovens que tinha ligação com o tráfico de drogas e cometeu os crimes como pagamento de dívidas ao chefe, um traficante que atuava em Ponta Grossa. As meninas foram atraídas até uma área de reflorestamento com pinus, às margens da BR 277, onde foram asfixiadas e degoladas, sendo depois enterradas em uma cova que os assassinos abriram antes de levá-las até o local. Nas investigações comandadas pela delegada, a Polícia chegou aos autores, fez a captura e prisão dos mesmos, que foram julgados e cumprem pena pelos crimes que cometeram.

Outro caso que mereceu profunda trabalho investigativo por parte da equipe comandada pela delegada Luciana foi o assassinato de um homem e da filha dele, cometida por um sargento reformado do Exército, que se encontrava foragido da Justiça do Rio Grande do Sul, escondido na localidade de Campestre de Vieiras, no interior do município, como foi apurado pela investigação. O militar fez uma família refém – a mulher grávida, o marido e os dois filhos, um menino e uma menina. Ele matou o pai e a filha, mas a mãe conseguiu escapar, assim como o filho, que, na fuga da casa onde eles mantidos encarcerados saiu correndo e foi alvejado de raspão por cinco tiros, até chegar a um local onde conseguiu acionar a Polícia. Quando a Polícia chegou ao local, o homem abriu fogo contra os policiais e acabou morto na troca de tiros.

Curitiba

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Após a passagem pela 40ª DRP, os bons serviços prestados credenciaram Luciana à promoção para a assumir a Divisão de Homicídios, em Curitiba, em 2006. No mesmo ano foi indicada e assumiu o comando da Divisão de Estelionato. No ano seguinte, a delegada foi lotada na Divisão estadual de Narcóticos (Denarc) e, depois, na Delegacia de Adolescentes. A gama de experiência adquiridas e o conhecimento acumulado levaram Luciana, em 2011, para o comando do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) da Polícia Civil, de onde, em 2013, em mais uma elevação na carreira policial, passou ao comando do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), setor da Polícia Civil que presta atendimento a situações em que a criança ou o adolescente é vítima de crimes ou encontra-se em situação de risco.

Uma nova mudança na carreira aconteceu em 2014, quando foi nomeada para chefiar o Grupo Auxiliar Recursos Humanos da Polícia Civil Paraná (GARH). Neste posto, presidiu a comissão do concurso público para o cargo de escrivão da Polícia Civil, realizado com êxito no ano de 2018. Também neste período, em 2015, Luciana teve sua atuação reconhecida com o recebimento de menção honrosa pela Assembleia Legislativa do Estado Paraná, em proposição do deputado estadual Mauro Moraes, aprovada pelo plenário.

Agora, no início deste mês de novembro, Luciana, passa a integrar o Conselho da Polícia Civil do estado do Paraná, órgão formado por quatro delegados de Polícia de classe mais elevada, dos quais dois são indicados pelo governador do Estado e os outros dois pelo secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária – caso de Luciana, além do delegado geral da Polícia Civil, o delegado geral adjunto da Polícia Civil, o corregedor geral da Polícia Civil e um representante da Procuradoria Geral do Estado, indicado pelo procurador geral do Estado. No mesmo momento, Luciana de Novaes também é nomeada chefe de gabinete do secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Rômulo Marinho Soares, coronel do Exército Brasileiro, função na qual já está atuando.

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