Foto: Divulgação / Contraf
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Coordenador da Contraf denuncia desmonte de políticas de desenvolvimento

 

O coordenador geral da Contraf Brasil, o palmeirense Marcos Rochinski, vem denunciando o que chama de “onda de desmonte das políticas de desenvolvimento social e econômico”. Ele afirma que continuam a tramitar no Congresso Nacional propostas neste sentido, com apoio da bancada governista de Michel Temer. Segundo Rochinski, “a promessa é de que até o final de 2017 os parlamentares que apoiaram o golpe aprovem a reforma previdenciária, focando a idade da aposentadoria”.

De acordo com ele, o relatório final da CPI da Previdência Social do Senado concluiu que a Previdência não é deficitária, mas, sim, alvo de má gestão. Instalada no fim de abril, a CPI realizou 26 audiências públicas e ouviu mais de 140 pessoas entre representantes de órgãos governamentais, sindicatos, associações, empresas, além de membros do Ministério Público e da Justiça do Trabalho, deputados, auditores, especialistas e professores.

Os dados mostraram que não há déficit, existe sim uma grande sonegação de impostos dos grandes grupos empresariais e o governo trabalha com a troca de favores baseado no interesse destes grandes grupos focados em acabar com o direito dos trabalhadores”, destaca Rochinski.

A Contraf Brasil avalia que a agricultura familiar nunca sofreu cortes tão drásticos como neste ano de 2017, não apenas no orçamento como também na extinção de estruturas, programas e políticas públicas. “Tivemos os piores índices este ano, o orçamento desastroso que acabou com políticas importantes para o fortalecimento da agricultura familiar como a assistência técnica e extensão rural, habitação com o Minha Casa Minha Vida Rural, obtenção de terras e muitas outras, todas paralisadas e com risco de não ter continuidade no próximo ano”, disse Rochinski.

Participação

Nesta sexta-feira (10), dia de paralisação nacional, a Contraf Brasil ressalta que, diante da atual conjuntura política de desmonte, a ativa participação social é essencial para frear medidas que venham prejudicar a classe trabalhadora. “Temos como um todo exercer o papel de cidadão, ir às ruas, protestar e reivindicar. Sem isso, não vamos conseguir barrar o processo de retrocesso. Se calarmos diante dessa onda de desmonte do Estado, o governo continuará tirando direitos, como fez com a reforma trabalhista que já começa a vigorar agora”, ressaltou o coordenador.

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