COLÉGIO AGRÍCOLA DE PALMEIRA APLICA AGRICULTURA DE PRECISÃO PARA CULTURAS DE INVERNO E VERÃO

Como atividade prática de pesquisa e aplicação de conhecimentos, com a participação de alunos do curso técnico em Agropecuária, o Colégio Agrícola Estadual Getúlio Vargas, de Palmeira, vai investir em agricultura de precisão para culturas de inverno e de verão. Serão cultivados nas áreas próprias do estabelecimento de ensino centeio e nabo forrageiro, como culturas de inverno, e soja, milho e feijão, como culturas de verão.

O passo inicial do Departamento Técnico do Colégio foi o planejamento das coordenadoras de pecuária e agricultura, no qual a área de agricultura com 64 hectares foi divida em nove zonas, segundo informou o diretor auxiliar, professor João Carlos Hoffmann, gerente da Unidade Didática Produtiva (UDP). Essas zonas receberão no período outono/inverno corretivos da fertilidade do solo e na primavera/verão fertilizantes georreferenciados, em três níveis de profundidade: 0 a 10 centímetros, 10 a 20 centímetros e 20 a 40 centímetros.

Para custear as atividades será investido parte do lucro da safra 2019/2020, que teve resultados expressivos com a soja e o milho. Foram plantados 12,5 alqueires com soja, atingindo média de produtividade 175 sacas por alqueire. Já o milho, em 11 alqueires cultivados, registrou média de produtividade de 400 sacas por alqueire.

Com as práticas de agricultura de precisão, o objetivo é promover o aumento de produtividade para as próximas safras de inverno e de verão em torno de 10 a 20%, segundo João Carlos.

Ainda como parte do planejamento da atividade, segundo o diretor auxiliar, está a apresentação dos resultados na comemoração dos 80 anos de fundação do Colégio Agrícola, no dia 19 de abril de 2021.

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O que é

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a agricultura de precisão é um conjunto de técnicas de apoio à agricultura na qual se utiliza de tecnologia de informação, sensores, mapas, baseando-se no princípio da variabilidade da planta frente ao solo, clima e práticas agrícolas. A partir de dados específicos de áreas geograficamente referenciadas, implanta-se o processo de automação agrícola, dosando-se adubos e agrotóxicos, bem como irrigação. A agricultura de precisão também pode auxiliar a gestão do sistema de produção e a tomada de decisão pelo produtor sobre a área de manejo, como combate às doenças.

Na avaliação de Ricardo Yassushi Inamasu, pesquisador da Embrapa Instrumentação e coordenador Rede de Agricultura de Precisão, a maior dúvida é o momento certo para usar a ferramenta. “O primeiro passo é encontrar as diferenças que existem na lavoura, entender essas diferenças e conseguir extrair o melhor disso. Tem regiões que o tipo do solo, a própria característica é difícil de você extrair, e requer menos insumos. É possível reduzir o insumo e manter a produtividade, por exemplo”, explica o pesquisador.

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