Foto: Divulgação / Prefeitura de Palmeira
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CMEI desenvolve projeto para aguçar sentidos das crianças

 

Todo o processo de ensino e aprendizagem das crianças está ligado ao desenvolvimento que merece incentivo e enriquecimentos que farão diferença no futuro. Aguçar os sentidos como paladar, por meio de experimentos de sabores novos; o olfato por meio de mais diferentes cheiros; e até o tato, por meio de contato sensitivo da pele com materiais variados que trazem as sensações. Esta foi a proposta inserida no ambiente escolar pelo Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Vereador Rubens Borcoski, no bairro da Colônia Francesa, que desde o início do ano letivo desenvolve o projeto “Doces Sensações”.

O projeto conta com atividades de estimulação sensório-motor, exploração tátil, olfativa, degustativa, auditiva e ocular, afinal é através dos sentidos que os bebês descobrem o mundo. O projeto proposto pelas professoras Danieli Zwiegicoski e Alessandra Scolismoski atinge os alunos da Creche I, de faixa etária de zero a um ano de idade.

Com o andamento do projeto surgiu a ideia de construção de um espaço destinado a esse trabalho, que na quarta-feira (22) foi inaugurado. Denominado Jardim Sensorial, um espaço interno desenvolvido para auxiliar no trabalho das educadoras. Como o próprio nome diz, o ambiente interno, contém plantas, água e principalmente materiais variados, como areia, pedras, cascas de árvores, bambu, sabugo de milho e grama, onde as crianças podem aproveitar para interagir com as superfícies. “A ideia é de que as crianças em fase inicial possam engatinhar sobre as superfícies, desvendando as diferentes sensações, e que os maiores possam pisar descalços para mesma experiência”, conta Vanessa Pizani, diretora do CMEI.

A instalação e finalização do projeto contaram com parceira da Secretaria de Educação, organizadores do projeto “União Faz a Vida” e com colaborações de empresas privadas e pais que trabalharam na execução do projeto.

Chá da Vovó

Quem nunca teve uma dor na barriga e recebeu um chá quentinho feito pela avó? Esse ensinamento de medicina milenar, passado de geração para geração, continua ativo e mostra sua eficiência. Os chás realizados por meio da extração de plantas naturais eram a única forma de remédio e alívio de muitas dores.

Algumas pessoas ainda hoje mantêm viva essa tradição, como é o caso de Bárbara de Oliveira, 74 anos, conhecida no bairro onde o CMEI está localizado por sua grande sabedoria medicinal natural.

Por meio de um convite da professora Danieli, foi realizada uma roda de conversa com muito chá, na qual Dona Bárbara compartilhou com as avós e pais dos alunos os saberes acerca da utilização das propriedades de plantas medicinais e os benefícios dos chás. Segundo ela, cada erva possui um procedimento de extração diferente e é preciso ter conhecimento na hora de aproveitar e utilizar a mesma para tratamento de algum mal estar.

Essa prática foi repassada às funcionárias e cozinheiras, que passaram a utilizar também no ambiente escolar, como explica a diretora. “Agora, após a refeição, as crianças recebem chá. E isto tem demonstrado resultados positivos sobre a interação e comportamento das crianças. Atualmente estão bem mais calmos”, afirma a diretora.

Ressaltando a participação comunitária no ambiente escolar, a secretária de Educação, Carla Marcondes de Albuquerque, agradeceu comovida com os ensinamentos passados por Dona Bárbara. “É muito bom ver a comunidade em geral atuante e compromissada com nosso ambiente escolar. Juntos somos mais fortes. É disso que nossas crianças precisam, o bem que fazemos atinge diretamente o futuro de nossos filhos”, enfatizou a secretária.

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