Foto: Folha
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Caso de fake news contra prefeito, vice e secretários é tratado em coletiva de imprensa

 

A apuração do caso de produção e disseminação de notícias falsas, as chamadas fake news, em redes sociais que está sob investigação policial em Palmeira, quando apurado, poderá servir como parâmetro para outros que acontecem ou acontecerão no Paraná e até em outros estados. Esta é a opinião do advogado Elias Mattar Assad, que atua em favor do prefeito Edir Havrcehaki (PSC) e do vice-prefeito Marcos Levandoski (PT), acompanhando o trabalho que é executado pela Polícia Civil, sob responsabilidade do delegado Plínio Gomes Filho, titular da 40ª Delegacia Regional de Polícia de Palmeira.

Em coletiva de imprensa realizada no início da tarde desta quarta-feira (4), em sala da Associação Comercial e Empresarial de Palmeira (ACIP), o advogado falou sobre o caso, acompanhado do prefeito e do vice-prefeito. Ele destacou o trabalho que vem sendo realizado pelo delegado e sua equipe, afirmando que, em breve, devem ser revelados, com provas, os envolvidos no estímulo e impulsionamento de notícias falsas. “Fiquei impressionado com a profundidade como a investigação vem sendo tratada”, ressaltou o advogado.

Assad salientou que, identificadas pela investigação policial, essas pessoas serão responsabilizadas civil, podendo ser condenado a pagar indenizações às pessoas atingidas, e criminalmente, na forma da lei. A princípio, o advogado destacou que os fatos configuram difamação, calúnia e injúria, mas que podem derivar a outros tipos de delito. Disse ainda que podem ser apurados casos de falsidade ideológica e que se algum envolvido for detentor de cargo público poderá responder por improbidade e falta de decoro, sob risco de perda do cargo, inclusive.

Quanto à investigação que está em curso na Polícia Civil, o advogado salientou que testemunhas voluntárias forneceram e fornecem informações que ajudam na apuração das responsabilidades. “São pessoas que tem convivência próxima com autores das fake news e que devem pedir sigilo para resguardar sua identidade e preservar sua segurança”, afirmou Assad. Com isto, segundo ele, o ritmo da apuração é favorecido.

Como tudo o que se publica e se compartilha na rede mundial de computadores, a internet, “deixa rastro”, segundo Assad, a investigação trabalha com essas pistas. Ele lembrou que foram realizadas apreensões de equipamentos que suspeito teriam usado para produzir e publicar em redes sociais as fake news atacando a honra de pessoas ligadas à administração municipal de Palmeira, incluindo o prefeito e o vice-prefeito, alvos de postagens difamatórias no Facebook e mensagens do mesmo tipo no aplicativo Whatsapp.

Pelo tamanho da população do município, no entendimento do advogado, o trabalho de investigação torna-se mais fácil. “É mais fácil resolver uma situação dessa em Palmeira do que em Londrina ou Ponta Grossa”, afirmou, destacando o fato dos relacionamento e conhecimento entre as pessoas.

A respeito de prazo para a divulgação dos resultados da investigação, Assad disse que o delegado tem 30 dias para apresentar a conclusão do inquérito, uma vez que não há nenhum pessoa presa em função dele. Porém, segundo ele, é possível solicitar e ganhar da Justiça a dilação do prazo para dar continuidade às investigações. “O que posso dizer é que estão sendo ouvidas testemunhas, que há intimações e que existe um cronograma de atos e diligências do processo investigativo”, pontuou Assad.

O advogado fez questão de destacar que foi procurado pelo prefeito de Palmeira para fazer sua defesa e que avaliou o caso, com o que aceitou ingressar na ação. “Quero destacar que fui contratado pelo prefeito na sua condição de pessoa física”, disse, ressaltando o caráter privado de sua contratação, que nada tem a ver com o poder público de Palmeira.

Influência

Questionado sobre a influência sofrida com a divulgação de fake news atacando sua honra, o prefeito disse acreditar que isto influenciou, inclusive, no resultado das últimas eleições municipais, em 2016, e que não só ele e o vice-prefeito sofreram ataques à honra, mas que isso atingiu também familiares e amigos.

A respeito do que sente agora, quado a investigação está em curso, o prefeito disse que está ansioso para que se chegue logo a uma solução. “Quero saber que é o autor, quem alimenta essa falsas notícias. A Justiça existe para pacificar a sociedade. Por isso buscamos o apoio do escritório do doutor Elias, para que a gente tenha paz”, ressaltou.

Já o vice-prefeito disse que não conhecia a real dimensão dos efeitos das notícias falsas, mas que na campanha eleitoral percebeu quanto tiveram efeito sob os cidadãos palmeirenses. Diante de tudo o que replicado, segundo Levandoski, muitas pessoas ficaram em dúvida, principalmente porque não houve respostas, uma vez que ele e o prefeito assumiram compromisso de fazer uma campanha limpa, sem revide aos ataques.

Pessoas mal intencionadas causaram muita confusão e nós estamos em busca agora, de forma ética e legal, de mostrar quem realmente são essas pessoas que promoveram tal situação e tentaram tirar o nosso foco de trabalhar em favor do município, mas não conseguiram”, afirmou o vice-prefeito. Ele ainda, destacou que com a investigação apurando os responsáveis pelas fake news, “poderemos ter paz para continuar trabalhando”

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