Foto:  Reprodução / Rogério Machado / SECS
Foto: Reprodução / Rogério Machado / SECS

Beto Richa é preso em Curitiba junto com a mulher em operação do Gaeco

jornal da cruzeiro

No início da manhã desta terça-feira (11), em Curitiba, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandado de prisão do ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) e da mulher dele, Fernanda Richa. Eles foram presos no apartamento onde residem, no bairro Ecoville. Além da operação conduzida pelo Gaeco, também a Polícia Federal realiza operação de buscas e apreensão no apartamento do casal Richa.

Também foram presos pelo Gaeco Deonílson Roldo, ex-chefe de gabinete do ex-governador. o irmão de Beto, Pepe Richa, que foi secretário de Obras, e o ex-secretário especial de Cerimonial e amigo de Richa, Ezequias Moreira. O empresário e suplente de Senador, Joel Malucelli, também teve a prisão decretada, mas não estava em casa na hora da chegada dos policiais. Todos os mandados de prisão são temporários, ou seja, de até cinco dias. Em Londrina, Luiz Abib Antoun, parente do ex-governador, também foi detido pelo Gaeco.

Os mandados de prisão têm origem em uma investigação sobre o programa Patrulha Rural. Referem-se a suspeitas de fraude em licitações para compra de equipamentos para prestação de serviços rodoviários em estradas rurais do estado.

O ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Rodo também é alvo de prisão da Polícia Federal (PF) na 53ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Operação Piloto, deflagrada também nesta manhã. A casa onde Beto Richa e Fernanda Richa moram é alvo de busca e apreensão pela Lava Jato.

Operação piloto

Em mais uma ação ostensiva decorrente da chamada Operação Lava Jato, a Polícia Federal deflagrou, também nesta terça-feira, a Operação Piloto, nos estados da Bahia, São Paulo e Paraná. Aproximadamente 180 Policiais Federais cumprem 36 ordens judicias nas cidades de Salvador (BA), São Paulo (SP), Lupionópolis, Colombo e Curitiba. 

O objetivo da investigação é a apuração de suposto pagamento milionário de vantagem indevida no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, em favor de agentes públicos e privados no Estado Paraná, em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada. 

As condutas investigadas podem configurar, em tese, os delitos de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. O nome dado à operação policial remete a codinome atribuído pelo Grupo Odebrecht em seus controles de repasses de pagamentos indevidos a investigado nesta operação policial.

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça.

Governo do Paraná

Em nota, encaminhada à imprensa, a governadora Cida Borghetti (Progressistas), ressalta que não aceita “nenhum tipo de desvio de conduta dos seus funcionários e que criou a Divisão de Combate à Corrupção para reforçar o combate a esse tipo de crime. Hoje, a divisão está fazendo buscas e apreensão em uma operação que combate fraudes a licitação. O Governo do Estado vai aguardar a divulgação de mais informações a respeito dessa fase da Operação Lava Jato para tomar outras providências”.

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