Foto: Divulgação / Prefeitura de Palmeira
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Adolescentes de Palmeira participam de projeto com cursos profissionalizantes gratuitos

 

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A inclusão social tem sido pauta recorrente nas ações das Secretarias de Assistência Social e de Indústria e Comércio da Prefeitura de Palmeira. Agora, elas vêm de realizar uma parceria que está viabilizando a execução do projeto ‘Capacitar para o Futuro’, o qual disponibiliza quatro cursos técnicos profissionalizantes gratuitos voltados para adolescentes. O objetivo deste projeto é a formação de até 100 adolescentes de famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica, tanto é que 20% dos inscritos estão inseridos em programas sociais dos governos federal e estadual. Assim, ganham uma oportunidade de preparação para ingresso no mercado de trabalho já com formação específica devidamente comprovada, capazes de atender necessidades do futuro empregador.

O secretário de Indústria e Comércio, Jaudeth Ramos Hajar, confirma que o objetivo do Município com a oferta desses cursos é inserir os adolescentes em situação de vulnerabilidade social no mercado de trabalho. “É o mínimo que podemos oferecer a todos os indivíduos para dar um passo importante em direção ao mundo adulto. Além da formação de grandes profissionais, também buscamos formar grandes pessoas”, disse ele. A Secretaria de Indústria e Comércio também tem atuado fortemente na oferta de cursos profissionalizantes para jovens e adultos que estão em busca de profissionalização ou qualificação. Estes cursos também acontecem em parceria mantida com o Senai, através de sua unidade local.

A realização dos cursos para os adolescentes se dá através de deliberação do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), com recursos na modalidade fundo a fundo, do Fundo Estadual para Infância e Adolescência para o Fundo Municipal para Infância e Adolescência. “Não receber este recurso e deixar passar a oportunidade de ofertá-los para nossos adolescentes, afrontaria os princípios que norteiam a administração pública, em especial do interesse público. Desta forma desenvolvemos economicamente nosso município e atendemos os adolescentes em situação de vulnerabilidade social”, declarou Hajar.

Os quatro cursos têm suas aulas ministradas na unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que funciona no prédio da antiga Estação Ferroviária. As aulas dos cursos de Auxiliar Administrativo e de Torneiro Mecânico já estão em andamento desde os dias 5 e 6 de agosto, respectivamente. No dia 16 de setembro começarão as aulas para o curso de Agente de Inspeção de Qualidade e no dia 14 de outubro será a vez do curso de Almoxarife.

Para os cursos de Auxiliar Administrativo, Agente de Inspeção de Qualidade e de Almoxarife, a escolaridade mínima exigida é ensino médio incompleto e idade de 15 a 18 anos. Já para o curso de Torneiro Mecânico pode ser feito por alunos com ensino fundamental incompleto e idade entre 16 e 18 anos. A carga horária de cada um dos quatro cursos é de 160 horas.

Iniciados

As aulas dos cursos de Auxiliar Administrativo e de Torneiro Mecânico já foram iniciadas. Laís Francine Bail, Marcos Antônio Hrentchechen e Silmara do Rocio Rodrigues Braz, representantes do Senai, além de Ezequiel Carneiro, diretor de Indústria e Comércio, Claiton José Costa, chefe de Desenvolvimento Econômico, e Joelma Aparecida dos Santos Mayer, chefe de Proteção Social Básica da Assistência Social, no primeiro dia de aulas, deram as boas-vindas aos alunos e falaram sobre a oportunidade ofertada.

Com estes cursos pretendemos dar um norte para os adolescentes, para que eles melhorem seus currículos e possam entrar no mercado de trabalho desempenhando um bom papel. Esse é o primeiro passo para eles se profissionalizarem”, disse Mayer.

Primeiro emprego

Se os cursos de formação profissional e de qualificação de jovens podem representar um alento e aumentar as expectativas para aqueles que procuram o primeiro emprego, o fato concreto, no momento, é que as dificuldades para conseguir a contratação formal – com carteira assinada – estão diametralmente opostas. Levando-se em consideração que, a cada quatro brasileiros, um tem entre 14 e 29 anos, os jovens representam um contingente de mais de 50 milhões de pessoas. A maioria deles potencialmente está em em busca de emprego, uma vez que concluíra ou estão concluindo ou o ensino fundamental ou o ensino médio ou o ensino superior. Mesmo alguns que estão estudando também querem um emprego para poderem arcar com as despesas dos cursos, que se obrigam a buscar na rede privada de educação para não ficarem alijados da formação escolar, item que muitas empresas valorizam na decisão pela contratação.

No trimestre encerrado em maio de 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação da população economicamente ativa ficou em 12,3%. São cerca de 13 milhões de pessoas sem emprego no Brasil, Além de 4,9 milhões de desalentados, que são aquelas pessoas que, de tanto buscar emprego por tanto tempo, desistiram da busca. Se esta situação já representa uma séria preocupação, ela fica ainda maior quando se trata de emprego para os jovens com idade entre 18 e 24 anos. Nesta faixa, segundo o IBGE, a taxa de desemprego salta para 27,3%, mais do que dobrando o percentual dos desempregados em geral.

Não fossem o enorme contingente de pessoas que buscam o primeiro emprego e o alto percentual dos que não conseguem o objetivo, há mais um elemento que impacta nos jovens quando à procura do tão desejado primeiro contrato de trabalho forma: a falta de experiência. Para amenizar esta permanente exigência dos empregadores, em 200 foi instituído o programa Aprendiz Legal. A través dele, as empresas de médio e grande porte devem contratar jovens com idade entre 14 e 24 anos como aprendizes, em condições legais diferenciadas. No Paraná, para saber mais sobre este programa, os interessados podem acessar o site www.gerar.org.br ou obter informações pelos telefones (41) 3039-6599 e (41) 3323-8106.

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