Foto: Divulgação / Prefeitura de Palmeira
Foto: Divulgação / Prefeitura de Palmeira

Abertura do jazigo do Barão do Tibagi revela detalhes da história de Palmeira

 

Em uma ação que há algum tempo vinha sendo discutida e que recebeu aprovação do Conselho Municipal do Patrimônio, na última terça-feira (9), a Secretaria de Cultura, Turismo, Patrimônio Histórico e Relações Públicas da Prefeitura de Palmeira procedeu a abertura do jazigo do Barão do Tibagi (José Caetano de Oliveira), no Cemitério Municipal. Cercado de mistérios e de diversas versões sobre o seu conteúdo, o jazigo foi aberto e o que continha em seu interior revelado, com surpresas, incluindo uma ossada fora da sepultura e uma das nove gavetas encontra-se aberta e sem lápide que identifique quem foi ali sepultado.

O túmulo original, provavelmente construído nos anos 1870, está encoberto por outra construção, cuja data é imprecisa. Nele estão sepultados familiares do Barão do Tibagi, mas não há nenhuma indicação de que seu corpo foi sepultado no local. O Barão morreu em 1863, com 69 anos de idade. Como os primeiros registros do Cemitério Municipal datam dos anos 1870, é bastante provável que o corpo do Barão foi sepultado no cemitério que existia nos fundos da Capela do Senhor Bom Jesus.

O secretário Waldir Jpoanassi Filho, que foi o primeiro a entrar no local após a sua abertura, contou ter sentido uma grande emoção ao tomar conhecimento do que exisitia atrás das paredes que envolviam o jazigo. Da mesma forma, disse que a abertura promoveu o conhecimento de mais detalhes da história da família do Barão do Tibagi e também da história de Palmeira, que surgiu depois que José Caetano de Oliveira doou parte de suas terras para a construção do que hoje é a Igreja Matriz.

No jazigo, segundo o que consta nas lápides agora reveladas, foi sepultado o corpo de Zeferina Marcondes de Sá, Viscondessa de Guarapuava, filha do Barão do Tibagi e da Viscondessa do Tibagi, Querubina Rosa Marcondes de Sá. Também foram sepultados no local vários membros das famílias Sá, Araújo e Erichsen.

Visualização

Em reunião do Conselho Municipal do Patrimônio realizada na quinta-feira (11), foi decidida a abertura de parte da parede da construção que envolve o túmulo original e a colocação de um gradil. Com isto, o túmulo de quase 150 anos, construído em mármore e pedra, adornado por quatro colunas entalhadas em suas laterais, poderá ser visualizado por quem visitar o Cemitério Municipal. Isto somente será feito após avaliação técnica de profissionais, uma vez que o túmulo tem uma cinta de metal fazendo sua amarração em virtude de rachaduras que apresenta na estrutura.

Também foi aprovada pelos conselheiros a realização de exames técnicos na ossada, a fim de identificar se é masculina ou feminina e, a partir disso, buscar sua identificação.

Pesquisas a respeito do jazigo e de quem são as pessoas sepultadas no local ganham novo impulso a partir da abertura. Informações que constam nas lápides enriquecem os dados históricos e fornecem novos indícios aos pesquisadores. Tido isso faz com que a história de Palmeira ganhe mais informações.

 

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